Confira como foi a estreia do novo show do Mawaca, ‘Nama Pariret’

foto: Jorge Lepesteur

foto: Jorge Lepesteur

No último final de semana, 3 e 4 de dezembro, o Mawaca estreou seu novo show, ‘Nama Pariret’, no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Com um repertório cantado por grupos minoritários, as cantoras do grupo se despem da instrumentação poderosa que sempre as acompanhou e se debruçam sobre pérolas vocais a capella de diversos lugares, mostrando as demandas das mulheres em tempos remotos e atuais.

Um dos destaques do espetáculo é a espanhola ‘Panaderas’, uma tradicional “canção de trabalho” que era utilizada para passar o tempo, durante as jornadas laborais em áreas rurais de Castilla.

‘Panaderas’ se caracteriza pela base rítmica, acompanhada de uma combinação de movimentos sobre a mesa, como palmas e batidas que lembram o amassar do pão.

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Diversas canções inéditas estão no repertório desse novo show, como o canto occitane ‘Tant Deman’; um tema das montanhas da Mongólia, conhecido como ‘Ga Da Meilin’; a polifonia vocal dos pigmeus Babanzele; o sonoro protesto das tabaqueiras sul-italianas (Fimmene) em conexão com as destaladeiras de fumo de Arapiraca; a orientalizada melodia sefardi ‘Dos Amantes’.

O show segue também com uma homenagem aos refugiados, com canções do último trabalho do Mawaca lançado em um CD-DVD, ‘Inquilinos do Mundo’. É de lá que saem múscas como o lamento haitiano ‘Mayi a Gaye’ e ‘Min Beryia’ do Curdistão.

Reunindo canções transmitidas pela tradição oral em arranjos que dialogam com a contemporaneidade, as seis cantoras – que também tocam percussões – conduzem o público por tradições mediterrâneas, africanas e asiáticas, resultado de extensa pesquisa realizada pela arranjadora e diretora musical do grupo Magda Pucci.

São temas ancestrais que possibilitam a pesquisa de sonoridades vocais múltiplas, explorando timbres vocais, criando estéticas sonoras únicas.

Assim como o repertório multiétnico do Mawaca, esse show também traz a diversidade no seu nome. ‘Nama’ é a força vital para a etnia Dogon, do Mali, país da África Ocidental, e ‘Pariret’ é o termo usado para se referir às coisas belas na visão dos Ikolen-Gavião de Rondônia.

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